O TÃO SONHADO PLANEJAMENTO NA CARGA HORÁRIA
No âmbito educacional, planejar torna-se uma atividade inerente à função do professor porque o planejamento funciona como uma bússola que indica o caminho e a direção a seguir. É por meio do planejamento que o educador ganha segurança e experiência para prever resultados, preparandose para os possíveis caminhos que poderá ocorrer a partir da sua atividade em sala, portanto pode-se afirmar que o Planejamento de Rede além de trazer inúmeros benefícios à comunidade escolar, já está garantido em lei.
É importante salientar que embora estivesse garantido em lei, nunca na história deste município se cumpriu a lesgislação no tocante ao planejamento dentro da carga horária semanal. O 1º Plano de Carreira e Salários do Magistério Público Municipal elaborado em 1998 já garantia esse direito, porém nunca foi cumprido, foram inúmeros finais de semanas sufocados com a arte do fazer pedagógico.
Somente agora, com a atuação do Sindicato dos Servidores Públicos de Bela Cruz e seus Associados (as) que há anos já cobravam o cumprimento da lei, o que foi negado por tanto tempo, torna-se realidade. Ficou acordado entre Sindicato e Governo Municipal em 14/12/2009 (mesa de negociação) a inclusão do texto que trata da jornada de trabalho frisando o planejamento escolar dentro da carga horária semanal do Plano de Carreira e Remuneração que foi reestrutura-
Cabe agora a Secretaria Municipal de Educação e Escolas Municipais, mediante as Diretrizes Educacionais estabelecer um cronograma a fim de que o planejamento aconteça e seja rigorosamente cumprido. Uma vez posto em prática, o planejamento proporcionará um melhor aproveitamento do tempo pedagógico do aluno e possibilitará uma formação continuada para os professores sem retirá-los da escola nos dias em que eles estiverem em sala de aula. O referido cronograma estabelecido pelas diretrizes, norteia
Trabalhar o planejamento de maneira a suprir as reais necessidades da escolas do município de Bela Cruz;
Valorizar a articulação entre formação continuada em serviço e a proposta pedagógica das escolas;
Estimular a reflexão, desenvolver a autonomia e facilitar a dinâmica de autoformação do professor;
Considerar os saberes dos professores e valores da comunidade;
Compreender a experiência e inovação da prática pedagógica como aspecto relevante à formação continuada do professor;
Respeitar o tempo necessário para a promoção de mudanças;
Trabalhar as especificidades das disciplinas numa perspectiva interdisciplinar;
Orientar os professores na elaboração de itens de avaliação externa que contemplem as propostas de contextualização e interdisciplinaridade.
Deste modo, o planejamento na escola passa a ser compreendido de forma estreitamente vinculada às relações que se produzem entre a escola e o contexto histórico-cultural em que a educação se realiza. Nesta perspectiva, o planejamento do processo ensino-aprendizagem, Araújo (2007) diz “quando realizado coletivamente pelos professores transforma-se numa oportunidade de (re) elaboração da proposta curricular”.
“Um sonho que se sonha só é apenas um sonho, mas um sonho que se sonha juntos é realidade” Raul Seixas.
Prof. Marcos Pires – Especialista em Gestão Educacional
Referências:
ARAÚJO, Profª. Drª. Doracina Aparecida de Castro – UEMS.
FERREIRA, F. W. Planejamento: sim e não. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1981.

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